Educação Infantil – 2 a 5 anos – A criança como sujeito competente

A Educação Infantil é estabelecida como a primeira etapa da Educação básica e tem como finalidade o desenvolvimento integral das crianças, não dissociando a perspectiva do cuidar da perspectiva do educar. Ou seja, além de estar atenta a todos os cuidados físicos, deve criar condições para o desenvolvimento cognitivo, cultural, simbólico, social e emocional.

Nesta etapa de escolarização, as crianças convivem, exploram, conhecem, constroem conhecimentos diversificados e estabelecem diferentes tipos de interações.

As crianças são sujeitos sociais, têm uma história, cultura, linguagem, estabelecem relações sociais e constroem conhecimento. Essa concepção de criança, como um sujeito competente, é condição para o estabelecimento de uma proposta pedagógica que respeite o protagonismo das crianças, que permita que elas sejam ouvidas e reconhecidas. As crianças podem e devem participar do coletivo da escola; devem ter espaço para agir; para opinar e participar da construção de todas as atividades, inclusive, de algumas regras e rotinas.

As crianças, desde bem pequenas, são capazes de expressar desejos, necessidades, conforto ou desconforto a através dos olhares, expressões, choro ou gestos. Através dessas, percebemos quando estão tristes, alegres, incomodadas, confortáveis, inseguras ou acolhidas.

A proposta de trabalho para a Educação Infantil caracteriza-se, portanto, pelo respeito às diferenças e às necessidades individuais de cada criança: suas hipóteses, interesses, criatividade e suas diversas formas de expressão.

A proposta pedagógica da escola envolve a criação do maior número possível de metodologias, projetos e atividades, que possibilitam o pleno desenvolvimento das crianças, permitindo a construção de várias competências, interações e inserção na realidade.

O trabalho desenvolvido com as crianças permite considerar: seus interesses, desejos, a compreensão que têm do mundo e como aprendem. O eixo da Educação Infantil é o brincar e este estrutura todas as dinâmicas, projetos e atividades produzidas em nosso cotidiano.

Além disso, as crianças têm acesso aos conhecimentos historicamente produzidos, bem como a diferentes oportunidades de letramento, já que esses são necessários ao desenvolvimento global dessas.

Desta Forma, o Colégio Diversitas organiza o trabalho com as crianças de forma a permitir que elas possam desenvolver as competências estabelecidas nas Diretrizes Nacionais da Educação Infantil:

  • O respeito à dignidade e aos direitos das crianças, consideradas nas suas diferenças individuais, sociais, econômicas, culturais, étnicas, religiosas etc.;
  • O direito das crianças a brincar, como forma particular de expressão, pensamento, interação e comunicação infantil;
  • A socialização das crianças por meio de sua participação e inserção nas mais diversificadas práticas sociais, sem discriminação de espécie alguma;
  • O acesso das crianças aos bens socioculturais disponíveis, ampliando o desenvolvimento das capacidades relativas à expressão, à comunicação, à interação social, ao pensamento, à ética e à estética;
  • O atendimento aos cuidados essenciais associados à sobrevivência e ao desenvolvimento de sua identidade.

Ensino fundamental 1 – 1º ao 5º ano

Neste período da escolarização, as crianças já passaram pela Educação Infantil e já construíram inúmeros conhecimentos sobre o espaço escolar. Contudo, ainda enfrentarão inúmeros desafios: ampliação dos grupos de convivência, horários menos flexíveis, mais tarefas, ampliação da necessidade da sistematização dos conteúdos, melhor organização das atividades e maior compreensão das regras sociais e institucionais.

A passagem da educação Infantil para o Ensino Fundamental deve ser feita com tranquilidade, com o apoio da família e dos professores. Esses devem respeitar o tempo da criança, compreendendo as necessidades desta etapa da vida.

Nesse momento, as crianças ampliam os grupos de interação, as possibilidades de descoberta, a linguagem e a imaginação. São capazes de resolver vários conflitos sociais, de ler, escrever e fazer uso das diversas linguagens.

Assim, a escola intensifica atividades onde os alunos possam ampliar a competência para trabalhar em grupos, ampliar a autonomia para realizar as atividades e para se concentrar, desenvolver estratégias de convivência pacífica, ampliar a sua competência nas linguagens oral, escrita e matemática entendendo que estas são fundamentais para possibilitar a comunicação com o mundo. Além disso, diferentes atividades devem promover a capacidade de expor opiniões, de explicar fatos e conceitos, de argumentar e defender um ponto de vista.

Ensino fundamental 2 – 6º ao 9º ano

Nesta etapa, os alunos enfrentam as mudanças físicas (o crescimento desordenado do corpo, reorganizar a coordenação motora); o medo da perda de proteção dos pais e adultos, tão presente na infância; o medo das novas responsabilidades; o medo de não poder viver a ludicidade e as brincadeiras que são tão prazerosas na infância; as inseguranças provocadas pelas transformações na sexualidade e afetividade.

Neste momento, a capacidade de assumir responsabilidades (deveres) se amplia. Os pré-adolescentes e adolescentes passam a compreender melhor a sociedade, as ordens sociais e o funcionamento de diferentes grupos.

Os alunos do Fundamental II encontram-se bem mais capazes e seguros para desenvolverem atividades individuais e coletivas, pois já ampliaram as estratégias para a convivência coletiva, os recursos básicos de comunicação e expressão nas diferentes linguagens e áreas do conhecimento. Também apresentam maior autonomia para resolverem conflitos de diferentes naturezas (cognitiva, moral, social etc.).

Bem mais familiarizados às exigências do Ensino Fundamental, os alunos apresentam maior tranquilidade e segurança para desenvolverem diferentes propostas de trabalho, o que possibilita um aprofundamento no aprendizado dos conteúdos.

Nesse período, o trabalho se estrutura para permitir que o aluno amplie a compreensão sobre os diferentes espaços educativos (bibliotecas, praças, espaços de trabalho, a casa, etc); para que reflita sobre a natureza das regras, entendendo o princípio dessas.  Para ampliar a visão de mundo dos mesmos, promovendo o desenvolvimento da criticidade, criatividade e participação. Para ampliar o estabelecimento de relações sociais mais estáveis e da capacidade de resolução de conflitos através do diálogo e respeito.

No campo cognitivo, é necessário criar ações que possibilitem a ampliação de formas de raciocínio, onde o aluno possa formular hipóteses, analisar e comparar. Desenvolver estratégias de observação e de elaboração autônoma de diferentes tipos de registro. Do ponto de vista ético, criamos trabalhos onde os alunos possam estabelecer relações em diferentes grupos, entender as diferenças entre as pessoas e aprender a respeitar a diversidade cultural, social, religiosa, cognitiva e de gênero. Essas atividades também são elaboradas para permitir a participação e a compreensão sobre o que seja cidadania, justiça e respeito.

Quanto ao aprendizado dos procedimentos de estudo e organização da proposta pedagógica, ajudamos os alunos a compreenderem que a sua dedicação e investimento são necessários para a construção do conhecimento, de sua responsabilidade e para a realização do trabalho coletivo. Promovemos o aprimoramento do trabalho em grupo, para que esses tenham atitudes mais cooperativas. Ensinamos a construir diferentes estratégias de estudo e ler vários gêneros para que esses tenham mais autonomia e compromisso com o próprio desenvolvimento.